Assalto ao poder no PSD?

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Nota à la Minuta
Sexta-feira, 11 Janeiro 2019
Assalto ao poder no PSD?
  • Alberto Magalhães

 

 

Ser líder da oposição em Portugal, não é nada fácil. Lembro-me das dificuldades encontradas por António Guterres, quando o primeiro-ministro Cavaco Silva se recusava a ir ao Parlamento debater com ele, dizendo, com ar de gozo, qualquer coisa como: “Safa, quer tornar-se conhecido à minha custa”. Claro que hoje já não poderia dizer o mesmo. As regras mudaram e o primeiro-ministro vai a debate parlamentar de quinze em quinze dias.

Um dos problemas de Rui Rio é não poder confrontar António Costa no Parlamento. Uma dificuldade acrescida é a hostilidade que lhe vota o seu próprio grupo parlamentar. Claro que isto não isenta Rio de responsabilidades na ausência de brilho do seu primeiro ano no cargo de presidente do PSD. Mas os ataques constantes de condes e barões do seu partido, não têm ajudado em nada.

Agora, o que alguns, como Pacheco Pereira, vaticinaram, parece prestes a concretizar-se. O assalto ao poder, antes da elaboração das listas de deputados, parece cada vez mais certo. A dois meses das eleições para o Parlamento Europeu, o golpe afigura-se iminente.

É duvidoso que, seja qual for o seu desfecho, este assalto ao poder torne mais forte o PSD.

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