Quem tudo quer, tudo perde!

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Crónica de Opinião
Quarta-feira, 06 Dezembro 2017
Quem tudo quer, tudo perde!
  • José Policarpo

 

A eleição do ministro Mário Centeno para a presidência do eurogrupo poderá ter várias leituras políticas. O reconhecimento dos países que integram a zona euro que estamos na presença de uma pessoa que reúne excelentes condições para a condução deste órgão informal da EU. Que o trabalho realizado em Portugal foi de tal forma importante, que terá superado as expetativas dos mais céticos. Enfim, poderemos desfiar um conjunto de argumentos que todos eles poder-se-ão considerar plausíveis.

Contudo, há uma leitura que é inelutável: Mário Centeno só será presidente do euro grupo a partir de 13 de janeiro do próximo ano, porque o PCP e Bloco de Esquerda têm permitido que a política orçamental em Portugal respeite o tratado orçamental. Têm, portanto, estas duas forças politicas. contribuído, tanto por ação, como por omissão, para a ascensão fulgurante de Mário Centeno junto das instituições europeias.

Na verdade, por muito que os seus líderes e os seus porta-vozes de serviço venham comunicar ao país que só estão ligados às reversões das reformas introduzidas e à reposição dos salários e pensões dos funcionários públicos durante o período da intervenção externa do país, o certo é que o controlo das contas públicas é um fato indesmentível. E, isto só aconteceu porque o governo lançou mão de forma despudorada das cativações que, são a causa indesmentível, da detioração de alguns serviços públicos, mormente, na saúde e na educação e teve o beneplácito e concordância dos partidos da extrema-esquerda.

Ora, a geringonça, por muito que, os partidos da extrema-esquerda invoquem só vitórias, na realidade o partido que tem vindo a beneficiar grandemente com isso, tem sido o partido socialista. E, exemplo disso foi a retumbante vitória que obtiveram nas eleições autárquicas, e, agora, internacionalmente, com a eleição de Mário Centeno para a presidência do eurogrupo. Factos são factos. Por isso, as vitórias dos partidos da extrema-esquerda são de “pirro”, não mais do que isso. Mas as próximas eleições legislativas dissiparão todas as dúvidas…

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