Será admissível?

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Crónica de Opinião
Quarta-feira, 11 Julho 2018
Será admissível?
  • José Policarpo

 

 

Como esta é a última crónica a ir para o ar antes da época estival, farei aqui um balanço da situação do município de Évora, tanto quanto me é possível fazê-lo neste espaço.

Na verdade, os problemas do município de Évora são muitos e têm muitas causas. Neste espaço debruçar-me das causas não seria sério porque elas são muitas e de diversas razões.

Muito sumariamente diria que, são ideológicas, sociológicas e financeiras. Estou certo que, enquanto estas não forem supridas e ultrapassadas, viveremos num concelho pouco dinâmico e ainda menos competitivo. O mundo globalizado está para ficar e durará com tudo o de bom e de mau que isto possa representar.

Contudo há aspetos da vida de um município que é elementar bom senso cuidar e preservar. A limpeza, a reparação das calçadas e dos passeios. A demarcação das passadeiras e das estradas municipais e a sua reparação. A manutenção da das condutas de água que servem as casas de todos os eborenses e daqueles que aqui decidiram viver. Estes aspetos são os elementares, o básico a que uma câmara municipal está obrigada a realizar.

Não obstante as dificuldades financeiras do município de Évora, será dos vinte cinco mais endividados do país, o certo é que os aspetos que há bocado referi não podem deixarem de serem atendidos em primeira linha. Não é curial e muito menos admissível que, o centro histórico, às 8H00 da manhã, não tenha todos os caixotes do lixo despejados, as ruas e as travessas limpas. Não é. Como também não admissível que as calçadas do centro histórico apresentem buracos durante semanas a fio. Não é. Como não é admissível que as passadeiras não estejam demarcadas e pintadas. Não é. Como não é admissível que haja cortes frequentes no fornecimento de água às casas das pessoas que cá residem.

Dito isto, não deverá ser aceitável, nem muito menos desculpável que um qualquer município não satisfaça as necessidades mais elementares da vida de uma comunidade. O lixo, a reparação das ruas e passeios, a delimitação e pintura das passadeiras e o fornecimento de água às casas dos munícipes assegurado de forma regular e ininterrupta, é o mínimo a que uma câmara municipal estará obrigada a realizar. Estarei eu errado? Talvez….

Boas férias!

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