ARS pressionou médicos que se recusaram a ir para Reguengos

ARS pressionou médicos que se recusaram a ir para Reguengos

Terça-feira, 18 Agosto 2020
Alentejo

O presidente  da Administração Regional de Saúde do Alentejo pressionou médicos que se recusaram a ir trabalhar para o Lar de Reguengos por falta de condições no local. Em declarações prestadas à RTP, José Robalo disse que ” a recusa de qualquer profissional médico de prestar cuidados de saúde do lar, que também são utentes do SNS, levaria a instauração de processo disciplinar, nesta e em qualquer circunstância”. O dirigente acrescentou que ” se os profissionais médicos consideravam que não havia as melhores condições no local deveriam ter referênciado os utentes para o local que considerassem mais adequado”.
A presidente da sub-região de Évora da Ordem dos Médicos, referiu em 2 de julho, que o lar não tinha condições para ter doentes internados, referindo que estes estavam “em quartos com três e quatro camas e não há ventilação de ar”. Maria Augusta Portas Pereira, disse ainda que não podem ser médicos de família a prestar cuidados aos idosos no lar, porque estes clínicos “não têm conteúdo funcional para acompanhar doentes internados num hospital de campanha”.
No passado dia 6 de julho, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul considerou que a ” mobilização forçada dos médicos sob tutela da ARS é manifestamente abusiva” tendo disponibilizado aos médicos uma minuta de manifestação de indisponibilidade.
A Administração Regional de Saúde do Alentejo considera que o relatório da Ordem dos Médicos que denuncia más condições no lar de Reguengos não tem qualquer fundamento e acusa a redatora do documento de ter sido a responsável pela falta de médicos na instituição.

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