Bloco ouve queixas dos trabalhadores do setor da cultura em Évora

Bloco ouve queixas dos trabalhadores do setor da cultura em Évora

Quarta-feira, 17 Junho 2020
Alentejo

A líder do Bloco de Esquerda manifestou preocupação com a atual situação dos trabalhadores do setor da cultura, numa reunião realizada em Évora.

Catarina Martins lembrou que o setor da cultura está parado há três meses, na sequência da pandemia de covid-19, sem qualquer apoio do Estado.

“Temos casos de quem não teve acesso a nenhuma linha de apoio, temos casos de quem tenha tido acesso teórico a pequenas linhas de apoio mas que ainda não foram pagas até agora e muita gente que está fora de qualquer apoio”, alertou.

A coordenadora do BE falava aos jornalistas depois de ouvir as queixas de cerca de 20 artistas e representantes de estruturas artísticas do Alentejo, numa reunião realizada no espaço Armazém 8, em Évora.

Catarina Martins diz que em regiões como o Alentejo,  que “já são mais subfinanciados do que a média nacional ao longo do tempo,  o problema da crise é particularmente agudo”.

A líder do BE pediu para que as verbas do fundo de emergência cheguem ao terreno e defendeu ajudas a fundo perdido às estruturas culturais e que o subsídio extraordinário de desemprego seja inscrito no orçamento suplementar.

 

Lurdes Nobre, diretora da AssociArte, proprietária do espaço Armazém 8, reivindicou a criação de “uma verdadeira linha de emergência” para a cultura, mas sublinhou que esse instrumento não pode ser um concurso.

“As linhas de emergência de todos os outros setores não foram concursos e a da cultura foi a única que foi um concurso”, lamentou, adiantando que a AssociArte, apesar de ter obtido apoio do fundo de emergência, ainda nem assinou o protocolo com a tutela.

A AssociArte, disse a responsável, fechou em março, devido à pandemia de covid-19, deixando numa “situação complexa” 12 artistas e técnicos que trabalham regularmente com esta associação.

Segundo Lurdes Nobre, algumas atividades da associação já recomeçaram no início deste mês, mas os espetáculos ainda não, porque a lotação máxima do espaço passou para 40 pessoas, o que obrigava a colocar os bilhetes muito caros, não sendo viável.

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