11º estado de emergência

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 12 Fevereiro 2021
11º estado de emergência
  • Rui Mendes

 

 

Ontem foi aprovado pelo parlamento o diploma que possibilitará o décimo primeiro estado de emergência, permitindo prorrogar o confinamento geral da população, forma encontrada para reduzir a propagação do vírus Sars-Cov-2. O resultado do confinamento tem sido visível com a redução de novos contágios a ocorrer de uma forma drástica, pese embora ainda persista um número de novos casos diários bastante elevado.

Este novo estado de emergência irá vigorar entre 15 de fevereiro e 1 de março.

O combate à pandemia da covid-19 não se fará apenas por via do confinamento, mas tem sido através deste modo que o combate tem sido mais eficaz. A testagem também tem dado uma boa ajuda. Contudo, a vacinação será a grande esperança para o controle da pandemia e para permitir o retorno à normalidade.

Diz-nos António Costa que o confinamento ainda perdurará durante o mês de março.

O que queremos é que o desconfinamento aconteça logo que seja possível, mas que traga com ele níveis de segurança, que permita aliviar a pressão nos serviços de saúde e que a economia possa funcionar.

O desconfinamento acontecerá num curto espaço de tempo, poderemos não saber o momento em que tal acontecerá, porque isso dependerá de uma mais rápida descida do número de novos infetados ou de uma moderada descida, mas sabemos que acontecerá algures em março ou abril, pelo que importa que esteja corretamente preparado o plano de desconfinamento, de modo a que os diferentes setores saibam quando e como poderão iniciar as suas atividades, e que as pessoas conheçam as regras que terão de cumprir.

À oposição cabe o papel de controlar e fiscalizar a ação do Governo. E não deve renunciar nem por um minuto a essa incumbência.

Até porque a pandemia é a preocupação de cada cidadão. Daí que também é um problema político.

Quanto mais exigente for a oposição, menos o Governo terá condições de relaxar no combate à covid-19.

Deve ser exigido não só um combate eficaz à doença, como o cumprimento integral do que promete, e soluções para os problemas que surgiram nos vários setores, como os problemas da saúde, os sociais, os económicos e da educação, à cabeça.

Todos os portugueses foram convocados para este combate, mas quem tem de liderar o combate é o Governo, é quem define as regras para o combate à covid-19, pelo que é o Governo o primeiro responsável pelos resultados atingidos.

O Governo já falhou várias vezes, esperemos que não volte a falhar.

 

Até para a semana

Rui Mendes

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