1604 – A importância do plástico na segurança automóvel I

Crónica GARE
Quinta-feira, 02 Julho 2020
1604 – A importância do plástico na segurança automóvel I
  • Na Estrada em Segurança

 

Hoje vamos falar da importância do plástico na segurança automóvel.
O plástico tem a reputação de ser um material barato e de baixa qualidade, e seu uso no fabrico de veículos é pouco considerado pelo público em geral. Costumamos reclamar que os carros atuais são amolgados e amassados ao menor toque, dando-nos a sensação de que a proteção que eles oferecem é mínima.
Comparamos com os modelos antigos, por vezes considerando-os como veículos muito mais seguros. Neles estavam presentes grossas chapas de metal, de formas angulares, onde o plástico primava pela ausência. Essas chapas davam-lhes uma sensação mais robusta, e muitas vezes nos referimos a esses modelos como “um tanque”.
A verdade é que, em relação ao plástico utilizado nos carros, a realidade não é essa. Na história do plástico e seus usos na indústria automóvel, as primeiras referências que temos são obviamente doutro derivado do petróleo, os pneus: em 1839 foi descoberta a vulcanização, melhorando a plasticidade e a resistência dos pneus, e em 1888 foi desenvolvido o primeiro pneu com câmara de ar.
Mas entre esses dois eventos houve uma descoberta mais importante, se possível: Alexander Parkes desenvolveu a parkesina em 1862, considerado o primeiro plástico da história. Os seus usos iniciais eram fabricar bolas de bilhar (substituindo o marfim) e fabricar celulóide, chave para o desenvolvimento do cinema. Mas não demorou muito para começar a usá-lo na indústria automóvel.
Na década de 1950, já era comum o uso de plástico nos automóveis, embora ainda representasse apenas 3% do total dos materiais. A partir daí, cresceu, passando de ser usado apenas em peças auxiliares, como tubos, componentes do interior do carro, como volante ou painel de instrumentos. Mais tarde finalmente chegou à carroceria, sendo usado em frisos, grelhas, faróis e para-choques.
Nos veículos atuais o plástico representa apenas 15% dos materiais utilizados, colocados onde são mais necessários.
Sobre as suas vantagens, o plástico possui uma série de propriedades que, em geral, abriram uma ampla gama de possibilidades para o design e a personalização de veículos. As peças plásticas podem ser adaptadas a diferentes formas e posições e podem ser facilmente pintadas e reparadas. Eles também são mais resistentes à humidade (pois não enferrujam), reduzem o ruído do veículo e são recicláveis. O último ponto é importante, porque o meio ambiente apreciou muito a maior presença de plástico nos veículos, e não apenas na questão da reciclagem.
O uso de materiais sintéticos reduziu consideravelmente o peso total dos veículos, o que permitiu reduzir motorizações e, portanto, poluir as emissões. Os elementos plásticos usados em num carro comum (entre 100 e 150 kg) pesariam mais que o dobro se fossem de metal (entre 300 e 350 kg). Esse peso extra exigiria maior consumo de combustível e um nível de emissões bem acima do que é atualmente aceitável. Simplesmente, sem plástico nos carros, não poderíamos cumprir os limites estabelecidos pela Europa.

 

Amanhã voltaremos a este tema.
Até lá, conduza… em segurança!

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