1605 – A importância do plástico na segurança automóvel II

Crónica GARE
Sexta-feira, 03 Julho 2020
1605 – A importância do plástico na segurança automóvel II
  • Na Estrada em Segurança


Plástico, essencial na segurança rodoviária
Relativamente à sua dinâmica nos acidentes de trânsito. As forças produzidas no impacto traduzem- se numa pressão que tende a deformar os elementos que colidem entre si (o veículo e, por exemplo, uma árvore). Se esses elementos tiverem grande rigidez e resistência à deformação, transmitirão toda essa pressão; no caso do veículo, aos ocupantes no seu interior.
Toda essa dinâmica era desconhecida até alguns anos atrás, e pensava-se que quanto mais forte era um carro, mais seguro era para os seus ocupantes. Mas a verdade é que, nos modelos mais rígidos, as pressões de impacto foram transmitidas diretamente aos ocupantes através da estrutura do próprio veículo. Tudo isso era conhecido até a década de 1950, quando começaram os primeiros testes de impacto (crash-tests) com manequins e testes de homologação, como os do EuroNCAP.
Dada a dureza e rigidez do metal, o plástico foi apresentado como uma alternativa. A grande flexibilidade e deformabilidade dos compostos plásticos proporcionam uma grande capacidade de absorver choques. Se a deformação do veículo for maior, transmitirá menos impacto aos ocupantes. Mas também não há sentido em um veículo feito principalmente de plástico e sem capacidade de resistência, pois os ocupantes podem ser projetados para fora ou ficar envoltos em um amontoado de peças.
Para isso, é essencial encontrar um equilíbrio entre metal e plástico e usar um e outro onde for mais interessante (como dissemos acima). Hoje, temos carrocerias que parecem sofrer um impacto mínimo e interiores reforçados que parecem quase indestrutíveis. É o que é conhecido como “deformação programada“ do veículo.
Como vimos, o plástico desempenhou um papel fundamental na melhoria das características dos automóveis, especialmente em torná-los mais seguros. E sua presença aumentará à medida que cientistas e engenheiros encontrarem outros compostos que podem substituir o metal e tornar a estrutura mais leve. No entanto, o verdadeiro desafio agora reside em minimizar o impacto ambiental que o plástico (quase sempre proveniente do petróleo) tem tanto na fabricação quanto na geração de resíduos.
A solução envolve a reciclagem e a reutilização de materiais (como o uso de pneus usados para produzir luzes de segurança) e a criação de bioplásticos biodegradáveis ao longo do. Assim, já temos plásticos feitos com cana-de-açúcar, amido de milho ou amido de batata e com fibras naturais como linho ou cânhamo. Mas o importante é que eles possam acima de tudo, contribuir para melhorar a segurança de nossos carros.

Com esta me despeço.
Votos de um excelente fim de semana.
E lembre-se: Conduza… em segurança!

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