19 de novembro de 2018

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 23 Novembro 2018
19 de novembro de 2018
  • Rui Mendes

 

Desde o início da tarde do passado dia 19 que o acidente em Borba entrou nos noticiários diários.

Uma estrada municipal que liga Vila Viçosa a Borba cedeu, deixando de existir um troço, numa zona em que estava ladeada por duas pedreiras, fazendo várias vítimas mortais, duas já confirmadas.

Confesso que passei dezenas de vezes por aquele troço de estrada e nunca me apercebi do perigo que corria.

Contudo, ao visualizarmos as imagens aéreas que nos têm sido dadas a conhecer pela comunicação social, percebemos que seria uma questão de tempo a estrada abater, e esse “tempo” veio a ocorrer no passado dia 19.

Estava visível que o perigo espreitava naquela estrada, as imagens falam por si. O risco era mais que evidente. Pelo que o sentido das decisões teria que ser sempre o de evitar o risco.

 

Aliás, a situação era do conhecimento dos diferentes poderes públicos, pelo que teria que ter sido tomada decisão que evitasse que hoje se lamentem vitimas. Este caso nunca deveria ter acontecido, desde logo pelos alertas que lhes foram dados.

 

O Ministério Público certamente que irá apurar eventuais responsabilidades, mas não poderemos deixar de nos indignar.

Como é possível que aquela estrada continuasse com a circulação permitida.

Como é possível que se extraia até quase aos limites da estrada.

Como é possível que se permita manter pedreiras desactivadas sem que nada se passe. Só a existência daqueles enormes buracos com dezenas de metros de fundo são, por si só, um perigo público.

 

A segurança dos cidadãos é uma competência que está cometida ao Estado e sempre que se trate de questões de segurança não pode existir indiferença.

Um caso como o que aconteceu em Borba não deveria ter acontecido. Mas aconteceu. Não o esqueçamos.

 

Até para a semana

Rui Mendes

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