2021 – O ano que aguardamos

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 04 Dezembro 2020
2021 – O ano que aguardamos
  • Rui Mendes

 

 

Esta pandemia tem provocado enormes danos na economia e, também, criado ainda maiores desequilíbrios sociais. Estamos certos de que os seus efeitos ainda se irão agravar.

Tempos de crise nunca são tempos fáceis.

Ainda assim, esta semana tivemos duas boas notícias.

A primeira é que o pico desta 2ª vaga já terá sido ultrapassado, tendo acontecido entre 18 e 25 de novembro. Apenas a região Alentejo não o terá ainda atingido.

A segunda é que o início da vacinação da população está próximo.

Contudo, os seis tipos de vacinas diferentes que serão administradas na população portuguesa ainda carecem de aprovação pela Agência Europeia do Medicamento. É sinal de que ainda haverá um caminho a percorrer, e um tempo necessário até que se consiga atenuar os efeitos do vírus na população.

Até porque, conforme já aqui temos referido, o Governo não tem conseguido grandes resultados no que concerne ao rastreamento de doentes infetados.

Ontem fez-se a apresentação das linhas gerais que irão sustentar o plano de vacinação em Portugal. Qualquer atraso nesta matéria será pouco desculpável. Outros países já têm toda a sua estratégia de vacinação claramente definida, casos da Alemanha e da Espanha.

É importante que quando as vacinas estiverem em condição de ser ministradas que a “máquina” do SNS esteja bem preparada para dar a resposta que lhe é pedida. Afinal, o início da vacinação da população é o momento porque todos temos esperado.

Retenhamos duas recomendações que nos foram deixadas esta semana:

Por Albert Bourla, administrador executivo da Pfizer que referiu que os governos de todo o mundo não deverão reabrir as suas economias demasiado depressa devido ao otimismo gerado pelas vacinas; e

Pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que ao se congratular com a primeira descida desde setembro do número de novos casos de infeção do vírus SARS-CoV-2 na Europa, referiu que qualquer avanço pode ser rapidamente perdido no combate à pandemia.

São dois recados, entre tantos outros, que nos recordam que estamos num tempo de pandemia e em período de inverno, ainda que tenhamos melhores condições para a combater, é fundamental não entrar em laxismo ou otimismos, senão a situação poderá facilmente complicar-se.

Por isso, ainda que os tempos sejam de esperança, é necessário manter a guarda, e igualmente manter medidas que permitam conter a transmissão do vírus.

Por isso também a renovação do estado de emergência é mais do que certa. Ontem os partidos foram ouvidos pelo Presidente da República, já se sabendo inclusive qual a posição de cada partido quando os deputados forem chamados a pronunciar-se. Faltando apenas saber as medidas que serão aplicadas em mais uma prorrogação do estado de emergência.

Falta ainda arranjar uma “vacina” eficaz que proteja os setores da economia que têm sido fortemente atingidos, ou que foram impedidos de manter as suas atividades. É de fundamental importância que a pandemia não tenha como consequência, também, danos em setores que vendem acima de tudo muita qualidade, e que foram durante anos trabalhados para ajudarem a economia a crescer e a contribuir para o PIB do país.

Se lhes pedimos esse esforço durante anos, não nos devemos esquecer deles agora, que é quando estão a precisar.

 

Até para a semana

 

Rui Mendes

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