2023

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 22 Dezembro 2023
2023
  • Rui Mendes

Estamos na fase final do ano e por isso esta será a última crónica de 2023.

O ano que está a terminar não nos deixa grandes saudades.

Internacionalmente o ano fica marcado por duas guerras: a guerra entre a Rússia e a Ucrânia que se iniciou em 24 de fevereiro de 2022, e que já decorre há quase dois anos, e a guerra entre o Hamas e Israel, que se iniciou a 7 de outubro. Ambas trouxeram mais instabilidade ao mundo, são sorvedoras de recursos financeiros e de vidas humanas, e criam instabilidade nas economias. Ambas vão deixar uma destruição nos territórios absolutamente devastadora e um número de mortes como já não assistimos há muito.

Nacionalmente o ano foi marcado por uma contínua instabilidade política, resultante de um país que nos últimos anos perdeu o rumo.

O ano também fica marcado pelos números da pobreza, a encapotada e a visível, e dos sem abrigo.

Recentemente a comunicação social divulgou os números oficiais dos sem abrigo: 10 773 pessoas, aumentou 78% nos últimos quatro anos. Nem valerá a pena muitas considerações. Estes números falam por si.

O Governo não só desistiu deste combate, como pura e simplesmente deu como perdido o combate contra a pobreza e os sem abrigo, é isso que os números mostram.

Se falarmos dos números da imigração a situação não é melhor. Dos que entraram no país no último ano, cerca de um terço vive em situação de pobreza ou exclusão social.

Portugal não é o país que o atual primeiro-ministro proclama. É muito diferente.

O ano de 2024 traz-nos uma nova esperança.

Esperança em soluções para os conflitos mundiais.

Esperança que o próximo Governo de Portugal governe com o sentido de fortalecer a economia, mas que resolva os fortíssimos problemas que o país apresenta, entre os quais os de natureza social, porque é urgente combater o flagelo da pobreza e dos sem abrigo.

Desejo a todos um Santo Natal e um muito bom 2024

Rui Mendes

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