25 de Abril, sempre!

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 25 Abril 2019
25 de Abril, sempre!
  • Alberto Magalhães

Há os que defendem o salazarismo, porque nesse tempo eram novos, pulavam descalços, sem se cansar, e julgavam viver num mundo calmo e seguro, porque tinham rádios, televisão e jornais, visados pela censura. Hoje, dói-lhes tudo quando se mexem e embriagam-se diariamente com litradas de desgraças e crimes, fornecidas ao desbarato por jornais e televisões inimputáveis.

Há os que defendem Salazar, porque era modesto, usava meias remendadas e não roubava o erário público, esquecendo os bens essenciais que o ditador, durante mais de 40 anos, sonegou a todo um povo: a liberdade, a instrução, a cultura, a ambição e o progresso. Esquecendo o que lhe dava, abundantemente, em troca, nomeadamente, o analfabetismo, a piroseira, a mortalidade infantil, o atraso económico e os mortos e estropiados da Guerra Colonial.

Há os que defendem o fascismo porque sim, para contrariar, ou porque estão fartos de mentiras e roubalheiras de políticos democratas, não percebendo que os ditadores, se mentem menos, é por que não têm que dar explicações a ninguém.

Ao libertar o país do triste sufoco que era a vida no Estado Novo e ao integrar Portugal no conjunto de países democráticos, onde os direitos fundamentais se vão cumprindo, o 25 de Abril de 1974 merece ser celebrado e, sempre, defendido.