30 dias de invasão

Sexta-feira, 25 Março 2022
30 dias de invasão

 

Ontem completou-se um mês sobre a data em que o exército russo invadiu a Ucrânia iniciando uma guerra na Europa que nada irá resolver, mas que deixará um rastro de destruição e uma instabilidade que decerto irá perdurar por décadas.

Desde 24 de fevereiro que vivemos num mundo diferente. Mais agressivo, mais apreensivo e mais instável.

Um mundo que alterou prioridades, e uma Europa em que a segurança e a defesa passaram a ser uma prioridade.

Uma Europa que se quer livre de todas as dependências russas, particularmente as energéticas. Uma Europa que se fecha à Rússia, como penalização pela invasão e destruição de um país soberano.

A Europa tem dentro das suas fronteiras uma guerra a decorrer. Uma guerra que puxou a inflação para níveis inesperados e que alterou as prioridades políticas.

Neste último mês assistimos à devastação de um país e de um povo. Mas também assistimos à força da resistência.

Terá sido esta forte resistência que evitou a tomada da Ucrânia pela Rússia.

É a resistência Ucraniana que infringe as perdas materiais e humanas aos invasores. O significado das perdas a seu tempo se saberá. Mas terão certamente expressão, de outro modo o avanço russo já teria sido mais conseguido.

Neste último mês ficou claro os posicionamentos dos países na condenação da agressão russa contra a Ucrânia. A invasão foi condenada por 141 países e apenas apoiada por 5 (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia), pese embora 35 países tenham optado pela abstenção. Este resultado evidencia o isolamento da Rússia.

Para a Rússia esta guerra também não estará a ser fácil. Está acusada pelos EUA de crimes de guerra, está acusada pela Ucrânia de utilização de armas químicas de uso ilegal.

Talvez a Rússia não tenha avaliado devidamente os efeitos da invasão. Talvez a Rússia não tenha considerado que iria ter tamanha resistência à sua espera.

O certo é que a Rússia invadiu um país soberano e o mundo livre deverá responsabilizá-la pelo ato que cometeu, sem compaixão porque compaixão é coisa que não assistimos da parte russa.

O Conselho Europeu irá debater a invasão russa da Ucrânia e as questões que passaram a ser prioritárias para a Europa, a segurança e defesa, mas também a energia, acelerar a transição energética de forma a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, e novo contexto económico.

O mundo sofrerá os impactos desta guerra, e quanto mais ela durar maior serão os seus efeitos.

É fundamental, é prioritário acabar com esta guerra e é nesse sentido que o mundo livre deve trabalhar.

 

Até para a semana

 

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