3º Governo de António Costa

Sexta-feira, 01 Abril 2022
3º Governo de António Costa

 

Por fim foram apurados os resultados finais das eleições legislativas realizadas no passado dia 30 de janeiro.

Finalmente tomou posse o XXIII Governo Constitucional.

Com o novo governo António Costa sucede a António Costa. Algo que havia acontecido.

Os portugueses permitiram a António Costa formar três Governos. Um primeiro pese embora perdendo as eleições, um segundo vencendo as eleições sem maioria, e um terceiro em que lhe foi dada uma clara maioria absoluta.

Este seu 3º Governo é reduzido relativamente ao anterior, passa de 70 membros para 56, menos 14 membros. É constituído por um primeiro-ministro, por 17 ministros e por 38 secretários de estado.

E não se pense que este é um Governo pequeno. Não o é. O anterior era demasiadamente grande, tão grande que António Costa veio agora corrigir o erro praticado anteriormente.

Na tomada de posse deste “novo” Governo, o presidente da República sublinhou que a maioria absoluta não permitirá desculpas nem alibis, referindo também que se os portugueses deram a António Costa uma maioria absoluta, “não será politicamente fácil que esse rosto, essa cara, possa ser substituída a meio do caminho”.

Foi o momento adequado para o referir, porque assim ficou dito e não haverá dúvidas que a saída de António Costa do Governo originará consequências.

E referiu bem, porque daqui a dois anos teremos eleições europeias, e poderá haver a tentação de outros voos. Conhece-se essa ambição em António Costa.

Por alguma razão foram dados ministérios a todos os nomes que se falam para a substituição de António Costa no partido. Para bom entendedor meia palavra basta.

Até porque deverá ser António Costa a responder perante os eleitores. Portugal tem vindo a cair de posição em vários rankings relativamente aos demais países que integram a União Europeia.

O que interessa agora é saber como o país poderá melhorar em setores essenciais ao seu funcionamento, sectores como a justiça ou a saúde, como fortalecer a economia e como será possível, num contexto menos favorável do que o que temos vivido, reduzir a dívida pública e garantir maior poder de compra aos portugueses.

O Governo tem pela frente muitos desafios. Possui todas as condições políticas para exercer a governação, para executar o seu programa e o seu orçamento.  Os portugueses esperam por resultados, porque se o país não melhorar, se os portugueses não sentirem ganhos, é porque não houve competência na governação.

 

Até para a semana

 

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