A alimentação das crianças

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 08 Abril 2019
A alimentação das crianças
  • Alberto Magalhães

 

 

Desde miúdo que adoro fruta. Causa-me, por isso, confusão e consternação perceber que, em muitas casas, se come pouca ou nenhuma. Perceber que muitas crianças se recusam a comer fruta, com o exemplo, a cumplicidade ou a resignação dos adultos que, teoricamente, as deveriam educar.

O mesmo se passa com as verduras. Encontro crianças de oito, dez e mais anos, que se recusam a comer couves, grelos, espinafres e todas, ou quase todas, as outras variantes dos legumes frescos que, juntamente com a fruta, são parte essencial de uma alimentação saudável.

Hoje em dia, dois factores me parecem contribuir para este estado de coisas. Por um lado, a falta de tempo – ou excesso de ocupações e distrações – levam ao consumo de comida processada e conservada, de preferência pronta-a-comer. Por outro lado, a dificuldade, ou mesmo incapacidade, que muitos pais têm de impôr regras e limites aos filhos, levam-nos a facilitar, deixando-os comer só hambúrgueres com batatas fritas ou fechando os olhos ao assalto da criança que recusou a refeição saudável, às bolachas e chocolates da dispensa acessível.

Ontem, celebrou-se o Dia Mundial da Saúde e, a propósito, o jornal Público divulgava um estudo mostrando, precisamente, que são as famílias mais jovens, com crianças, as que consomem menos frutas e legumes.

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