A Catalunha voltou a arder

Nota à la Minuta
Terça-feira, 15 Outubro 2019
A Catalunha voltou a arder
  • Alberto Magalhães

 

 

Doze dirigentes independentistas catalães foram ontem condenados, pelo Supremo Tribunal espanhol, a penas entre os 9 e os 13 anos de prisão, pelo crime de sedição, e absolvidos do crime de rebelião, que levaria a penas bastante mais pesadas. Em causa a organização de um referendo ilegal e a proclamação sediciosa da independência da Catalunha, que os juízes consideraram, benevolamente, como tendo apenas o objectivo de forçar negociações com o governo de Madrid e não de proclamar a independência mesmo a valer.

Mesmo adoçadas pelo Supremo, as condenações incendiaram de imediato as hostes independentistas na Catalunha, apesar destas terem descido de 50% dos cidadãos em 2013, para os 35-40% de hoje, segundo um estudo do Real Instituto Elcano.

Aquando do referendo, em Outubro de 2017, disse o seguinte a este microfone: “Se a pretensão independentista é discutível – e eu acho que é muito discutível – já o direito dos catalães a exprimirem a sua opinião sobre o assunto é, para mim, indiscutível. Mariano Rajoy poderia – deveria – ter deixado correr o marfim, e muito provavelmente o Não à independência ganharia o referendo. Preferiu o confronto e o esmagamento brutal da rebelião pacífica. Preferiu perder a Catalunha mas ganhar a Espanha nas próximas eleições. Oxalá tenha a resposta que merece”.

Teve. Na Catalunha, a votação no PP foi residual e em Espanha… Já em campanha para mais umas legislativas, agora é a vez de Pedro Sanchez e do PSOE mostrarem que são habilidosos a construir pontes de diálogo. Os políticos catalães também.

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