A Convenção liberal

Nota à la Minuta
Terça-feira, 24 Janeiro 2023
A Convenção liberal
  • Alberto Magalhães

Que dizer sobre a Convenção onde a Iniciativa Liberal trocou de líder, este fim-de-semana? Saltou à vista, em primeiro lugar, que os liberais se esforçaram por dar razão a António Costa, guinchando, gritando e gesticulando, quando subiam à tribuna para se fazerem ouvir e de que maneira. Mais: ou tive azar nos trechos que apanhei na televisão, ou passaram o tempo todo virados para dentro, a discutir o estilo da liderança de Cotrim de Figueiredo, os problemas da organização interna, os excessos e outros pecados dos críticos, se o liberalismo é conservador ou deve ser politicamente correcto. Quanto ao país, seus principais problemas e soluções apontadas, nada ou pouco mais que nada.

Mas, talvez o que se passou – e como se passou – fosse inevitável dada a curta vida da IL e a súbita explosão eleitoral nas últimas legislativas. Dores de crescimento? Dificuldade de definir um rumo à volta do conceito de liberalismo? A continuidade, encarnada por Rui Rocha, ganhou, mas Carla Castro teve um resultado que permite imaginar uma forte oposição interna.

O novo líder tratou de reivindicar a liderança da oposição, face à abstenção do PSD na votação da sua moção de censura, e elevou a fasquia eleitoral da IL para os 15%. Uma coisa é certa: juventude e entusiasmo juvenil não faltam nas hostes liberais, o que pode ser um trunfo para o futuro do partido e requer a atenção da concorrência.

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