A deputada Joacine

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 14 Novembro 2019
A deputada Joacine
  • Alberto Magalhães

 

 

Quando, na noite das eleições legislativas, Joacine Katar-Moreira gritou “feminismo radical”, ficou à vista o programa da senhora. Eu, que me habituei a ler e ouvir o fundador mais conhecido do Livre, o historiador Rui Tavares e que, tendo uma visão do mundo substancialmente diferente da dele, sempre o achei um homem intelectualmente honesto e digno de respeito, fiquei a perceber que também era politicamente ingénuo.

A deputada Joacine, desde que foi eleita, tem-se mostrado de tal modo corrosiva da imagem do partido que se multiplicam em privado, mas também publicamente, os desabafos de quem nela votou e já não volta a votar. Joacine impressionou os militantes do Livre, que a elegeram como candidata, mas vai fechar o partido num beco extremista, anti-colonial, anti-racista e feminista, onde os seus eleitores julgavam estar um programa europeísta e ecologista com um mínimo de sensatez.

Bom, verdade seja dita, houvera um mínimo de sensatez nas hostes do Livre, nunca teriam escolhido alguém para falar no Parlamento com o grau de gaguez de que a senhora sofre. Certamente que a obsessão de manter sempre uma atitude inclusiva, por mais marada que seja, não deixou de pesar na escolha. Eu que já vi um cego a aprender a voar numa escola de pilotos e outro a tirar engenharia mecânica, uma professora de dança completamente surda, uma candidata a psicóloga clínica que não conseguia falar e vários outros com visíveis e incapacitantes perturbações mentais, consigo perceber a ânsia de suplantar a dificuldade intransponível. É uma pena que chegue a extremos insensatos.

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