A deriva geomagnética

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 17 Janeiro 2019
A deriva geomagnética
  • Alberto Magalhães

 

 

Algo de muito errado tem decerto estado a provocar, por esse mundo fora, coisas que, parafraseando José Régio, teria pudor te contar seja a quem for, mas que são, infelizmente, o pão nosso de cada dia dos noticiários.

Sem querer ser exaustivo, poderia exemplificar com a eleição de Donald Trump, alegadamente com a ajuda do estado russo, e o milagre de Jair Bolsonaro, miraculosamente salvo da facada que o fez subir à presidência; com a queda do Reino Unido na armadilha do Brexit e a bizarra permanência de uma desnorteada Theresa May à frente dos destinos do Reino; com a guerra da Síria onde é quase impossível definir quem é aliado de quem e inimigo de outrem; ou a saga de Nicolás Maduro na transformação de um país rico em petróleo num país cheio de fome; ou ainda, caso do maior pasmo para labrêgos retrógados, o abandono dos velhos dois sexos, masculino e feminino, por 30 variantes de género reconhecidas em Nova Iorque e nada menos que 56 escolhas de género no Facebook.

Mas tudo parece agora claro! Segundo o Diário de Notícias, o norte magnético que, em meados do século passado, se deslocava a uma velocidade de 15 kilómetros ao ano, tem estado acelerar desde a década de 90 e corre agora a 55 km/ano, em direcção à Sibéria, desorientando os utilizadores de bússolas e até mesmo os seus fabricantes. Dentro de cem anos poderemos ter o campo magnético da Terra de pernas para o ar, mas estou convencido que a actual deriva geomagnética, já está a ter efeitos imprevisíveis na espécie humana. Que mais irá acontecer?

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