A (des) ordem pública

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 07 Fevereiro 2024
A (des) ordem pública
  • José Policarpo

As reivindicações expressas pelas forças de segurança são justas, porquanto não deverá ser dado tratamento diferente as situações análogas. A indiferença que estas forças foram votadas pelo atual governo em relação ao tratamento dado à Polícia Judiciária, não só é inaceitável como é profundamente injusto.
A PSP a GNR e os Guardas Prisionais, estes ligados à comunidade reclusa, são o garante da ordem pública. Sem segurança não há liberdade. O exercício das liberdades só poderá ser realizado na sua plenitude quando a segurança está garantida. Alguém poderá conceber o exercício da liberdade de circulação se não houver segurança? Ou, então, o exercício do direito à propriedade, sem segurança? Não viável, não é possível.
Outra coisa bem diferente é a alegada violação dos estatutos da Polícia e da GNR, por alguns, poucos, dos seus homens. Os acontecimentos ocorridos junto ao campo de futebol do Famalicão, são inaceitáveis, bem como são todos os que se verificam no âmbito das competições desportivas.
Mas se vier a ser provado, a prova não será fácil, que os desacatos verificados tivessem sido evitados pela presença das forças de segurança, é uma circunstância muito critica e inaceitável à luz do Estado de direito democrático.
Os alegados atos de insubordinação praticados pelos agentes de segurança, põem em causa a autoridade do Estado. E quando assim é, tudo estará em causa, no limite a própria falência do atual regime por falta de autoridade. E, inevitavelmente, será constituída uma nova ordem mais musculada e com laivos de autoritarismo. Porventura mais cedo do que tarde.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com