A dignidade tem de vestir a farda

Crónica de Opinião
Segunda-feira, 05 Fevereiro 2024
A dignidade tem de vestir a farda
  • Bruno Martins

Os elementos da PSP e da GNR exigem um suplemento idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária, estando há várias semanas em protesto.
As forças de segurança têm toda a razão nas exigências. Aliás, como todos os funcionários públicos, merecem uma carreira que lhes permita viver com dignidade. Forças de segurança, professores, médicos, enfermeiros, oficiais de justiça, técnicos e toda a gente que constrói o Estado e a democracia tem o direito de viver com dignidade e este direito tem sido negado há demasiado tempo.
Esta deve ser uma exigência para que todos os partidos assumam compromissos claros e escritos sobre todas as carreiras da função pública. Compromissos agora, para que nenhum futuro governo ouse faltar à palavra assumida.
Como tal, recuso-me a entrar no populismo fácil. Não faz qualquer sentido que um governo em gestão, a um mês das eleições, assuma uma despesa corrente que gera responsabilidades financeiras que recairão sobre quem governará no futuro. Não é tempo de decisões estruturantes por parte deste Governo. Aliás, o que seria? Toda a gente poderia, e iria, interpretar como uma utilização de dinheiro público para a campanha do PS.
Os trabalhadores da PSP e da GNR, claramente influenciados por movimentos extremistas e populistas, arriscam-se a perder toda a razão. Não é admissível a fraude (através de declarações de baixa falsas) e muito menos que se ameace com o impedimento (por ação directa e indirecta) da realização das próximas eleições. Isto não é reivindicar, isto é querer implodir a democracia. Sabemos bem de onde vêm estas técnicas. Têm um nome: extrema-direita.
Os portugueses e portuguesas estão cada vez mais avisados. Só cairão na armadilha se quiserem.

Até para a semana!

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