A economia nacional vai mesmo crescer em 2022?

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Quinta-feira, 09 Dezembro 2021
A economia nacional vai mesmo crescer em 2022?
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A preocupação dos portugueses com o panorama económico-financeiro do próximo ano é elevada. As repercussões provocadas pelos constrangimentos dos últimos meses ainda não estão totalmente conhecidas e esse facto assusta a maior parte da comunidade. Porém, as recentes declarações do ministro das Finanças, João Leão, parecem trazer algum alento, uma vez que este considera que a previsão de que a economia cresça 5,5 por cento é realista, mesmo sem um Orçamento de Estado aprovado.

A verdade é que nem todos os setores estão nas mesmas condições. Alguns segmentos como o comércio eletrónico e as apostas desportivas têm conhecido um crescimento cada vez maior. As novas formas de pagamento eletrónico e a maior segurança ajudaram ainda mais a essa sustentabilidade. É possível ainda saber mais informações sobre como apostar em alguns sites. Aproveite esta oportunidade e leia mais sobre o mercado das apostas desportivas.

Em declarações ao Jornal de Notícias o ministro João Leão referiu: «As estimativas que temos são de 5,5 por cento e para isso é fundamental continuarmos o trabalho que temos tido de aplicação de um conjunto de medidas e de reformas e de aplicação, nomeadamente de um Programa de Recuperação e Resiliência (PRR)», referiu. O próprio destacou ainda que Portugal é um dos países da União Europeia com uma inflação mais baixa, sublinhando que a subida que se verifica é considerada de natureza temporária e reiterou aumentos salariais de 0,9 por cento na função pública.

Sustentando a mesma opinião surgem ainda as revisões do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde se afirma que a economia portuguesa deverá crescer quatro por cento este ano e 5,1 por cento em 2022, abrandando o ritmo de crescimento para 1,8 por cento, em 2023. O FMI avança ainda que espera que o saldo da balança corrente portuguesa seja inferior em 1,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), este ano, e inferior em 2,1 por cento, em 2022, chegando a um défice de 1,1 por cento, em 2026. Por sua vez, o Banco de Portugal também tem vindo a manter a sua perspetiva de crescimento económico nos 4,8 por cento em 2021.

Quanto a previsões, a Comissão Europeia também já divulgou as suas, apontando que o crescimento em 2022 seja “suportado pela implementação do PRR”, prevendo que o setor da hospitalidade apoie o crescimento económico.

Contudo, a Oxford Economics veio alertar para o facto da crise política em Portugal vir a ter consequências na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e no crescimento económico no próximo ano. Recorde-se que um dos impactos que a pandemia trouxe para a indústria mundial foi a necessidade do encerramento não programado de fábricas e agora, com quase toda a população vacinada, a normalização das atividades de alguns segmentos está ameaçada pela crise da produção de semi-condutores. O alerta para a escassez deste componente tem sido constante, uma vez que dele depende a produção de uma extensa gama de produtos.

Os primeiros a sentir o impacto foram as companhias do setor automóvel, entre elas, a Volkswagen, GM, Honda e Ford, que se viram forçadas a reduzir ou suspender a produção. Porém, a razão pela qual esta situação pode trazer constrangimentos, no que diz respeito ao crescimento da economia em 2022, é o facto da falta de semicondutores não afetar apenas um setor, mas sim vários. Por exemplo, a Samsung, o maior fabricante mundial de chips, também está a ser impactada negativamente. Ou seja, com a crise de chips, as perspetivas não são as melhores, tendo já provocado uma queda de cerca de 30 por cento na produção automóvel em junho, segundo a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), com a falta de componentes a obrigar a Autoeuropa a parar. As boas notícias ficam reservadas aos fabricantes de chips, que têm vindo a ver os seus resultados líquidos a subir a pique.

Assim, em 2022, um dos principais desafios da indústria será deter componentes para produzir e capacidade física para responder aos pedidos em massa. É importante frisar que, com a escassez da matéria, os preços têm vindo a aumentar, o que pode representar, a longo prazo, um entrave ao crescimento da economia portuguesa.

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