A Geringonça também irá a votos!

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 10 Julho 2019
A Geringonça também irá a votos!
  • José Policarpo

 

 

Por ser esta a última crónica antes das eleições legislativas de outubro próximo, é o tempo de aventurar-me a fazer um breve e curto balanço dos últimos quatros anos políticos. Nunca a extrema-esquerda tinha chegado ao poder na vigência da presente constituição, o que por si só é motivo de reflexão.

Na verdade, durante 39 anos da nossa vida política, de 1976 a 2015, a extrema-esquerda foi sempre uma força política de protesto, com grande preponderância no âmbito sindical. Quanto às grandes alterações operadas no nosso país a extrema-esquerda esteve sempre arredada do debate politico. Na adesão à CEE, hoje União europeia, como, na revisão constitucional de 1989 que conduziu o país à modernidade, a extrema- esquerda foi inapelavelmente derrotada.

O ressurgimento da extrema-esquerda como força política de poder deve-se, unicamente, ao partido socialista de Costa, César e Nuno Santos. Estes são os verdadeiros responsáveis políticos por esta decisão, muito anacrónica, mas constitucionalmente legitima.

Ora, o resultado desta decisão foi reverter quase tudo o que país fora obrigado a fazer durante a presença da TROIKA, sobretudo no sector público. Rendimentos, pensões, horários de trabalho e privatizações foram revertidos.

Há, com efeito, uma pergunta que poucos a fazem e muitos não a querem fazer: O país pode tudo isto? Não tenho uma resposta séria para apresentar. Contudo, os muitos problemas da saúde, da segurança social, dos registos e notariado, da proteção civil e dos transportes, são realidades que nos devem fazer pensar. Por isso, fica aqui a pergunta: É este o Estado que queremos? Os portugueses decidirão a 6 de Outubro de 2019.

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