A gloriosa Língua Portuguesa

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 08 Maio 2020
A gloriosa Língua Portuguesa
  • Alberto Magalhães

 

 

Na passada terça-feira, comemorou-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Embrulhado nas voltas e mistérios da pandemia, deixei passar a efeméride. Como aliás deixei passar outras datas importantes para mim, como o 34º aniversário da Rádio Diana, a 22 de Abril.

Um artigo de opinião, no Público de ontem, da autoria de Nuno Pacheco, um incansável batalhador pela língua portuguesa, ‘alavancou-me’ a motivação para dela aflorar alguns problemas. Bem, já seria bom se apenas os conseguisse elencar no tempo de que disponho. Pelo menos, os três que considero mais importantes:

Em 1º lugar, a falta de investimento na expansão e consolidação do português no mundo. Neste particular, salientam-se a falta de professores de português, qualificados, sobretudo em algumas das ex-colónias e o limitado orçamento da CPLP, incluindo a sua incapacidade de arcar com os custos de fazer do português, língua oficial nas Nações Unidas.

Em 2º lugar, o terrível e miserável Acordo que, há 30 anos já, corrói a nossa ortografia, mercê da famigerada submissão da escrita à fonética, mas também, de ricochete, mudando as palavras ditas, por vezes de forma caricata. Acordo que, ao contrário das proclamadas intenções, em vez de unificar, tem criado um verdadeiro caos ortográfico.

Em 3º lugar, o empobrecimento vocabular do nosso português, com facetas que vão da utilização cada vez mais frequente de estrangeirismos à massificação de bordões, tiques ou ‘muletas’, criando modas demolidoras a que poucos escapam e pondo toda a gente a falar “naquele que é” um estilo verdadeiramente “chapa 5”. Estão a ver?

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