A guerra é para amanhã?

Nota à la Minuta
Terça-feira, 15 Fevereiro 2022
A guerra é para amanhã?
  • Alberto Magalhães

 

 

Dizem as lendas que a Rússia invadirá a Ucrânia amanhã, quarta-feira. António Guterres está preocupado, mas não acredita que a Rússia tencione invadir a Ucrânia. Dizem as lendas que os EUA estão interessadíssimos em que a Rússia invada a Ucrânia: o lóbi das armas tem o armazém cheio e o lóbi do gás precisa de secar os gasodutos russos. Dizem mais, dizem que os 100 mil soldados russos junto à fronteira ucraniana, se destinam a defender os compatriotas separatistas, caso o exército de Kiev decida atacá-los em força com o armamento fornecido pelos americanos.

Entretanto, os líderes europeus apressam-se em procissão a Moscovo, com um misto de súplicas e ameaças a que chamam diplomacia, e são recebidos à distância por um Putin gélido e imperial, mas risonho – por dentro e por fora – e satisfeito por ter, duma assentada, o preço do gás a subir; o presidente Biden nervoso com as eleições intercalares de Novembro, a mandar evacuar os seus concidadãos, num exercício muito pouco solidário; a Europa nervosa com a ameaça de guerra, a seguir o exemplo de Biden; e o governo ucraniano a entrar em pânico, com a fuga dos investidores estrangeiros, que tanta falta lhe fazem.

Putin sabe que o Ocidente está mole e pusilânime e longe de tencionar defender a Ucrânia militarmente. Mas também sabe que, se abusar, sofrerá sanções económicas dolorosas e correrá o risco de ficar dependente das boas graças da China, que não serão de graça. Assim sendo, talvez a Ucrânia não seja invadida amanhã.

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