A imobilidade pedonal e municipal

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 27 Fevereiro 2019
A imobilidade pedonal e municipal
  • José Policarpo

 

 

Hoje venho partilhar com as nossas e os nossos ouvintes um dos muitos problemas que, infelizmente, afetam a cidade de Évora.

É frequente eu fazer o trajeto entre o serviços do ministério da justiça sitos na avenida da Universidade, para quem não conhece o nome da avenida, a que é, popularmente, designada por “auto-estrada”, passando pela ladeira do seminário em direção ao largo da porta de Moura. As passadeiras que servem este percurso não estão pensadas para os cidadãos de mobilidade reduzida com o recurso a cadeira de rodas, nem para quem transporta as crianças com o recurso a carrinhos.

Na verdade, para além do pavimento existente, empedrado, salvo melhor opinião, ser muito pouco confortável para os pões, o certo é que o desnível dos passeios para o acesso às passadeiras não tem a inclinação adequada para quem tem mobilidade reduzida e para quem transporta crianças através de carinhos de bebé.

Ora, uma cidade que se pretende virada e adaptada para todos os que queiram aqui deslocar-se sem recurso a transportes, tem que, necessariamente, estar preparada para todos os tipos de situações.

Por isso, não será muito extraordinário que se aloquem os recursos financeiros tendentes à criação de uma cidade sem barreiras para quem mais necessita que assim não o seja. Estou, naturalmente, a falar das pessoas de mobilidade reduzida.

Por último, faço um apelo ao senhor Presidente da Câmara Municipal de Évora, que ordene ao departamento de trânsito para delimitar com o recurso a tinta, as passadeiras, os lugares estacionamentos e as estradas municipais. A segurança das pessoas é um imperativo e, deverá ser um objetivo importante, de uma qualquer câmara municipal.