A importância da cidadania

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 20 Janeiro 2021
A importância da cidadania
  • José Policarpo

 

 

A pandemia bateu-nos de uma tal maneira que nos colocou no pior lugar a nível mundial. Os números de infetados e de mortos não param de subir e o país a praticar o desporto que mais gosta, “o passa culpas”, em vez de se centrar no combate, sem tréguas, ao “bicho”.

Aos cidadãos cabe-lhes cumprir o que lhes é pedido em vez de procurarem as brechas da lei para ver se podem contornar a regra. Por seu turno, o governo deverá fazer o que lhe compete, passando a legislar com a cabeça e a falar claro e com verdade aos portugueses.

Na segunda-feira à noite assisti num dos canais de informação da tv por cabo o testemunho de um médico que, para além de confirmar que o estado atual do serviço nacional de saúde está muito perto do limite e, se nada mudar, os doentes não covid também poderão ficar sem cuidados de saúde.

Para quem ainda não entendeu fica aqui o exemplo: se qualquer um de nós, precisar de uma cama nos cuidados intensivos por qualquer outra causa, enfarte, traumatismo, ou outra, poderá não ter a assistência devida.

Mas disse, também, uma coisa que a mim parece-me ser da maior importância. Passaram quase 47 anos sobre a revolução de abril, quase tantos como aqueles que durou o Estado novo e, o regime dito democrático, não conseguira constituir, na sua maioria, há, obviamente, exceções, uma verdadeira cidadania.

Por isso, é triste que a maior parte dos portugueses ainda não entendeu ou não quer entender de que viver em liberdade implica ter mais deveres do que direitos. O contrário, leva, reiteradamente, à desresponsabilização. Cada um faz o que quer sem pensar nas consequências que isso importa na vida do outro. Comecemos, então, a pensar um bocadinho no outro que isso poderá trazer-nos benefícios a nós próprios. Já pensou nisto? Se não, pense por favor.

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