A importância da localização dos Serviços Públicos

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 24 Janeiro 2020
A importância da localização dos Serviços Públicos
  • Rui Mendes

 

 

O jornal Público, na sua edição de 23 de Janeiro, apresenta em título de primeira página:

“Tribunais reabertos têm menos de um julgamento cível por mês.

Dados do Ministério da Justiça revelam que, nos primeiros nove meses em que os tribunais de proximidade fizeram julgamentos cíveis, houve locais onde não se fez uma única audiência”

Esta não é a primeira vez que o jornal Público aborda este tema.

Na edição de 5 de Julho de 2017 referia-se:

“Tribunais reabertos nem dois julgamentos por mês fizeram. Em média, cada tribunal reaberto fez menos de dois julgamentos por mês. São 191 julgamentos em seis meses, distribuídos por 20 tribunais.”

Pese embora o tempo que dista entre uma e outra notícia, o sentido de ambas as notícias é o mesmo.

Sabemos que muitas das decisões prendem-se com interesses políticos locais e não os das populações.

Como também sabemos que muitas destas decisões não obedecem a regras de boa gestão.

Só assim se poderá perceber o que leva a manter Serviços do Estado em locais sem que se tire deles o melhor proveito.

A dispersão de serviços públicos, sem que haja uma verdadeira necessidade, cria ineficiências e uma má imagem dos serviços púbicos, algo que não deveria acontecer na esfera da gestão pública.

Entendamo-nos, as populações necessitam serviços de proximidade. Contudo é preciso medir essa necessidade.

É curioso que se privam as populações de serviços essenciais, de segurança, de saúde, de correios, e outros, a que os cidadãos têm necessidade de recorrer com frequência, e se mantenham outros em que claramente não existe essa constância de necessidade.

Por isso são importantes estas abordagens, para que os Serviços Públicos sejam colocados onde realmente fazem falta, e não onde interesses políticos os querem colocar.

 

Até para a semana

 

Rui Mendes