A inconsciência reinante

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 15 Janeiro 2020
A inconsciência reinante
  • José Policarpo

 

 

A entrevista dada pelo professor Álvaro Santos Pereira à comunicação social deste fim-de-semana veio chamar à atenção para um aspeto que, na minha opinião, é determinante para o sucesso do país. O país terá que ter excedentes orçamentais nos próximos anos, caso contrário, viveremos sempre debaixo da incerteza financeira.

O país não pode nem deve viver com a dívida pública no nível quem tem. A dívida pública, uma obrigação que cabe a todos os portugueses, é uma das maiores do mundo. Por isso, só há um caminho para a credibilização internacional do país, o da redução da dívida. Quem defender o contrário, ou anda distraído, ou, então, não passa de um demagogo perigoso.

Na verdade, o discurso das esquerdas radicais, bloco, partido comunista e de alguns socialistas, não passa do mais puro populismo. Porque não é possível viver com uma despesa acima da receita, ano após ano. E disso são exemplo as três intervenções externas ocorridas no nosso país, nos últimos 44 anos.

Por isso, as administrações públicas, central, regional e local, terão de ser reformadas em nome da eficiência. A eficiência do Estado é o meio e o instrumento adequado para conseguirmos ter melhores serviços com menos despesa. Estou em crer que não estarei equivocado e, quem afirmar e defender o contrário, não quer o melhor para os portugueses.

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