A (i)responsabilidade

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 13 Janeiro 2021
A (i)responsabilidade
  • José Policarpo

 

 

Os números da pandemia referentes ao período pós festas, natal e fim de ano, são dramáticos, tendo mesmo superado os dez mil casos diários. A consequência desta situação é a pressão sobre o serviço nacional de saúde, estando este perto da rutura.

O poder político, embora alertado pela comunidade de especialista ligada à saúde, de que o relaxamento das medidas podia originar um aumento exponencial da procura dos serviços de saúde, mesmo assim, decidira pelo relaxamento das medidas durante o período natalício.

Na verdade, o poder político está perto de decidir, mais uma vez, e à semelhança do que fez em março e abril do ano passado, encerrar o país. Ninguém no seu perfeito juízo colocará a importância da saúde pública em causa. Mas com uma economia destroçada o caos social estará ao virar da esquina. Já pensaram se conseguiriam viver sem eletricidade e água potável. Poderiam viver. Porém, não por muito tempo.

Por isso, o equilíbrio destes dois “valores, o da saúde publica e o da economia, é aquilo que os governos estão incumbidos de estabelecer. Se no início da pandemia foi conseguido preservar o da saúde com total prejuízo para o da economia, presentemente, estamos na iminência de falharmos em ambos os campos.

Pelo que, é exigido aos detentores dos órgãos de soberania, Governo à cabeça, sentido de Estado, e menos calculismo político. Se as medidas a tomar forem do desagrado da maioria da população, mas as necessárias e adequadas para mitigar e combater eficazmente a pandemia, então, que sejam estas e não outras, as mais “simpáticas”. O que aconteceu no Natal que sirva de lição. Só espero, contudo, que não seja tarde.

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