“A moralização do lucro”

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 23 Março 2022
“A moralização do lucro”
  • José Policarpo

 

 

Enquanto os povos dos países que constituem a europa ocidental andavam a endividar-se para comprar carros, viagens e outras ocupações lúdicas, o poder russo armou-se até aos “dentes”. Exemplo disso, são os misseis de longo alcance e a última geração destes, os hipersónicos.

Os misseis hipersónicos alcançam velocidades superiores a 6 000 KM/ H. Para percebermos a gravidade da coisa, se for lançado um de moscovo, chega ao centro da Europa em menos de 20 minutos. Perceberam, menos de vinte minutos.

Por isso, em caso de guerra nuclear não resta outra solução se não a de observarmos o “capim pela raiz”. De resto, não sobrará ninguém para contar a história.

Ora, esta realidade é demasiado dramática para ser verdade. O problema não é haver misseis com as capacidades descritas, a questão é os mesmos poderem, como sucedera, caírem em mãos indevidas e impiedosas. Os regimes totalitários, ao contrário dos regimes democráticos, não se militarizam para se defender. O propósito e a finalidade foi, é e será sempre o ataque, a expansão territorial destes regimes é o fim último.

Pelo que só há uma forma de lidar com os regimes autocráticos, totalitários e despostas: a promoção real do estrangulamento financeiro para que não possam investir em armamento de última geração. Bem sei que, as populações desses países, pouca ou nenhuma responsabilidade têm, porém, os cidadãos livres não têm o dever de viver condicionados e atormentados em virtude da megalomania de alguns. Haja, com efeito, coragem política para implementar novas regras para o relacionamento entre os países. O lucro deverá ser moralizado sob pena de termos os caos às nossas portas.

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