Acabou-se a pré-campanha

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 14 Janeiro 2022
Acabou-se a pré-campanha
  • Alberto Magalhães

Chegaram ao fim os debates pré-eleitorais e não se pode dizer que a experiência foi de todo negativa. Tiveram audiências bastante animadoras, houve espectáculo, por vezes piroso, outras vezes de faca na liga, mas a maioria dos participantes soube dignificar suficientemente a política. Duraram 25 minutos – excepto o último, o de ontem, entre Rui Rio e António Costa – o que alguns acharam tempo insuficiente para os contendores irem além dos soundbytes. Um punhado deles desmentiu este postulado. Para outro punhado, foi tempo demais.

Uma coisa me parece certa: houve tempo para cada candidato ver a sua postura, as suas expressões, o seu comportamento e as suas atitudes, plasmadas no ecrã e processadas automaticamente por cada espectador-eleitor. Talvez tenha sido essa a sua maior utilidade.

Alguns comentadores, nos vários canais (e deles a sobredose foi penosa), deram exemplos claros dos enviesamentos perceptivos habituais, encontrando argumentos para tirar a ferros a vitória do seu candidato favorito ou os erros dos que não andam favorecidos nas sondagens. Também tivemos as claques óbvias do PS (por exemplo o candidato Medina), do PSD (lembro Ferreira Leite) ou do BE (o fundador Francisco Louçã). Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. vem agora o tempo da campanha eleitoral, ninguém leva a mal, etc. e tal.

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