Ainda a máscara obrigatória na escola

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 08 Abril 2022
Ainda a máscara obrigatória na escola
  • Alberto Magalhães

Uns dias antes da invasão da Ucrânia, eu indignei-me aqui pelo facto de os alunos das nossas escolas continuarem a ser obrigados a usar máscara nas aulas, numa altura em que os adultos já podiam resfolegar nas discotecas sem a dita cuja. Insurgi-me contra os especialistas que tinham uma visão unidimensional da situação pedagógica, só viam o lado epidemiológico do problema, ignorando a circunstância de tudo indicar não ser já esse o vector prioritário da situação.

Nessa altura, lamentei a estupidez de não se ter em conta o contexto humano da escola, de, para prevenir uma infecção já decadente, se lidar com os alunos como se lidaria com um rebanho de ovelhas e cheguei a clamar: “é a comunicação que fica arruinada, estúpidos”. Pois bem, como se me tivesse ouvido, a nossa eterna e maravilhosa DGS, Dr.ª Graça Freitas, terá afirmado de cátedra, por volta do fim do mês que “as crianças estão habituadas” a usar máscara e que, portanto, podemos avançar com cautela.

Chegados às férias da Páscoa ainda debaixo do império da máscara, faço uma última tentativa: aos pais com filhos na escola volto a dizer, “não deixem que isto se prolongue, defendam os vossos filhos”. À DGS que, em tempos (quando não era caso disso), se notabilizou por diabolizar a máscara, só posso dizer: “Dr.ª Graça, lembre-se do destino do cavalo do escocês que, quando já se estava a habituar a não comer, morreu de fome”. Já basta.

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