Antes que seja tarde de mais

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 06 Junho 2018
Antes que seja tarde de mais
  • José Policarpo

 

 

Vivemos numa época em que os órgãos de comunicação social só dão cobertura aos acontecimentos que alimentam as massas. Disso são exemplo as mortes, as catástrofes naturais e o futebol. O número de horas que a cobertura jornalística dá aos três grandes do futebol em Portugal é francamente superior aos assuntos do quotidiano da vida dos portugueses. O país não é só isso, é muito mais do que isso.

Ontem soubemos que ocupamos os lugares mais humilhantes da europa no que concerne ao rendimento por pessoa e relativamente à frequência do ensino secundário. É absolutamente vergonhoso, meço bem a palavra. E, ainda é mais inaceitável quando temos o maior número de quilómetros de autoestrada em relação ao número de habitantes e de território. É este o país moderno que todos os dias nos vendem? Deixo aqui a pergunta

2 – A nossa cidade é património da humanidade, porém, não é cuidada de acordo com esta prerrogativa. Para podermos ostentar uma determinada qualidade, a mais das vezes, os deveres são muito mais do que os direitos.

O facto de Évora “ser da humanidade”, o centro histórico, conferiu-lhe notoriedade internacional e por esse motivo tem uma procura turística considerável que não é de forma alguma despicienda para a economia local. Não sei quanto representa em termos de percentagem, mas sei que é muito importante. Bastando para isso olharmos para o número de turista que visitam a nossa cidade.

Ora, se continuarmos a não cuidar e a zelar pelos espaços públicos da cidade e, neste particular, refiro-me, designadamente, às ervas que invadem os passeios e os muitos canteiros que albergam as árvores, como, também, o estado da rede viária. Por estas e outras coisas poderemos estar a por em causa a imagem da cidade de Évora e advirem consequências que ninguém quererá. Já pensaram nisso?

Um resto de uma boa semana!

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