Armar as nossas Forças

Nota à la Minuta
Terça-feira, 26 Abril 2022
Armar as nossas Forças
  • Alberto Magalhães

Celebrar o 25 de Abril depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, pede uma especial atenção ao problema da defesa nacional pois, ao contrário do que nos manda o pacifismo utópico, pronto a deixar-nos como cordeiros à mercê dos lobos, sabe-se que para termos liberdade a sério é preciso estramos prontos a defendê-la, se preciso for com armas na mão.

Fez, por isso, muito bem o Presidente da República, ao discursar ontem no Parlamento, em destacar a necessidade de acabar com o depauperamento das nossas Forças Armadas e de tratar de as equipar adequadamente, como exigem as nossas obrigações no âmbito da NATO. Aliás, o que acabo de dizer aplica-se a Portugal, mas também se aplica aos outros estados europeus membros da Aliança Atlântica, que durante anos descansaram à sombra do guarda-chuva americano.

Acontece que os EUA têm agora uma preocupação maior do outro lado do mundo, com a postura cada vez mais, digamos, assertiva da China e deixou de ser o protector perfeito para nossa segurança. Para além de que ao mandato de Biden pode suceder outro mandato de Trump e, depois de Macron, podemos ter a França de Le Pen.

Mas nem é preciso falar no médio prazo. Temos em acção a besta de Putin e não sabemos onde as coisas irão parar. Fará bem o Governo em escutar o Presidente e tratar de corrigir a ninharia prevista no OGE para as Forças Armadas.

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