As eleições e a autoridade do Estado

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 21 Fevereiro 2024
As eleições e a autoridade do Estado
  • José Policarpo

Já dissemos aqui que as reivindicações das forças de segurança, PSP e GNR são aceitáveis, porque são justas. O atual governo lidou com a atualização salarial das forças de segurança de forma desigual, discriminando estas negativamente em relação a outras.
Porém, a manifestação realizada ontem por estas forças junto ao capitol-Lisboa não foi autorizada, por isso, estava ferida de ilegalidade. As forças de segurança existente para garantir um desiderato constitucional, a segurança dos cidadãos e a proteção dos seus bens, garantindo, assim, a ordem pública e a paz social.
Quando são as próprias forças de segurança a cometerem atos que configuram a desordem pública, só resta aos poderes públicos atuar de forma implacável e com total intolerância para com quem prevarica. Caso contrário, o caos e a desordem serão caminhos muito curtos.
A campanha eleitoral em curso deverá servir também para esclarecer a questões da autoridade do Estado, que a meu ver andam arredadas do debate eleitoral. Não percebo este alheamento. Se é por estratégia está errada. Sé é por ignorância, errada está.
Por isso, os principais candidatos a primeiro-ministro devem explicar ao quem vem nesta matéria, que do meu ponto de vista é uma matéria muito mais relevante do que saber quem rejeita programas de governo.

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