As fragilidades e as forças.

Quarta-feira, 02 Março 2022
As fragilidades e as forças.

As democracias ocidentais têm vindo a demonstrar várias incapacidades para lidar com as insurreições cívicas e, não raras vezes, assistimos a manifestações que se pretendem pacificas a transformarem-se em verdadeiras batalhas campais.

Por isso, a ordem pública só é assegurada com uma efetiva segurança e no respeito integral por quem tem o poder para a exercer. Claro que impende sobre quem a exerce limites para a sua atuação.

A guerra na Ucrânia veio colocar a nu outras lacunas dos países ocidentais, nomeadamente, no que toca ao seu poder militar. Parece ser unanimemente aceite pelos especialistas em defesa, que o ataque desferido pela Confederação Russa à Ucrânia, para além de questões de soberania, no caso russo, de cariz imperialista, Putin terá entendido que o poder militar da união europeia e da nato não estaria, suficientemente, organizado para impor cobro às suas intenções imperialistas.

Ora, o mundo não será mais o mesmo e as instituições da EU terão de passar de posições reativas para passarem a antecipar os problemas. O financiamento dos exércitos dos países que a constituem não só será necessário como inevitável para que a paz na europa seja, efetivamente, assegurada. Não há paz sem exércitos altamente preparados e mobilizados e a guerra na Ucrânia veio clarificar estas condições.

Por último, o capitalismo e o globalismo têm sido “armas” eficazes contra o despotismo do poder russo. A opinião pública mundial está sensibilizada para a tragédia que a Ucrânia está a viver e não o estaria se o mundo não estivesse globalmente conectado. Não há liberdade sem povos devidamente informados e a paz só é garantida se as democracias ocidentais não abdicarem de fazer tudo para impedir que as autocracias possam ter lugar num mundo em que a Liberdade é o princípio e o fim da humanidade.

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