As mal-amadas!

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 18 Novembro 2020
As mal-amadas!
  • José Policarpo

 

 

Nesta segunda-feira passámos a integrar o rol dos concelhos “mal- comportados”. Segundo quem nos governa, são os concelhos que, em média, nos últimos catorze dias, apresentam duzentos e quarenta casos de infetados/ativos, de covid 19, por cem mil habitantes. O nosso concelho terá, aproximadamente, cinquenta dois mil habitantes, por isso, deveremos ter atingido mais de cento e vinte ativos, em média, nos últimos catorze dias. Não ponho em causa este número, se me dissessem, que trezentos casos ativos, por cem mil habitantes, era o imite, aceitaria, sem apelo, nem agravo.

Contudo, há uma coisa que não abdico de fazer: é de pensar. Com efeito, no caso do concelho de Évora, os cento e vinte casos ativos, nos últimos catorze dias; são em surtos e/ ou estão na comunidade? Esta informação seria fundamental que a prestassem. No caso de representarem apenas surtos, deveria o nosso concelho estar sob o estado de emergência? Talvez não devesse estar.

Na verdade, as condições impostas pelo estado de emergência têm implicações diretas, no setor dos serviços. Os mais afetados são: A chamada linha do turismo (hotelaria, restauração, bares e cafés). Mas também o comercio tradicional, porquanto, este comercio tem procura significativa ao fim de semana e em épocas festivas.

Por isso, a restauração e similares, como o comercio tradicional, deverão ser apoiados com medidas financeiras de imediato. O apoio proposto e apresentado pelo governo, só abrange a restauração e similares, correspondendo a uma comparticipação de 20 porcento nas perdas dos dois fins de semana abrangidos por este estado de emergência, com base na receita média dos últimos meses.

Não só é injusto, como também difícil de apurar. É injusto dado que, o ano em curso, fora atípico. Houve meses que a restauração e similares não faturaram. Difícil de apurar porque muita dessa faturação, como todos, mas todos, sabemos, não será declarada. A proposta do recurso ao e-fatura, não é para ajudar, certamente.

Assim, o governo deverá acorrer às reivindicações destes empresários, com medidas eficazes e agilizadas. De contrário, o cenário só poderá ser pintado a negro.

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