As políticas dos governos de António Costa

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 09 Fevereiro 2024
As políticas dos governos de António Costa
  • Rui Mendes

As próximas eleições legislativas irão eleger os 230 deputados para a Assembleia da República, serão umas eleições que irão definir um futuro governo, mas também farão a avaliação do ciclo governativo que terminou.

António Costa sobreviveu na governação por um longo período devido a vários contextos que lhe foram sendo sucessivamente favoráveis, ainda que o estado da governação se tenha vindo a degradar ao longo dos últimos dois anos.

Para mais, o governo de António Costa veio a ser pressionado por promessas não cumpridas, quer na habitação, quer na saúde, quer em outras áreas, e também pelos maus resultados em muitas das áreas da governação, o que foi somando para um descontentamento que hoje é quase geral.

Acabamos este ciclo governativo com um país em estado de absoluta indignação.

Com os casos de corrupção a ocupar parte importante do tempo do espaço informativo e colocando este tema na preocupação dos portugueses.

Com uma imigração em crescendo, preocupante porque um terço vive em risco de pobreza. Para mais a aposta em políticas que viessem a abolir a pobreza em Portugal não teve os efeitos esperados, porque os vários governos de António Costa não conseguiram resolver o problema e os números da pobreza em Portugal continuam a envergonhar todos e cada um de nós, sendo que o número dos sem abrigo têm cada vez mais expressão. É este um dos resultados dos governos de António Costa e das suas políticas sociais.

Na habitação António Costa prometeu eliminar as situações de carência habitacional nos 50 anos do 25 de abril. Está à vista de todos o que foi a absoluta incapacidade das políticas para a habitação em resolver este problema.

Na saúde a situação veio a piorar ao longo dos oito anos de governação. Para mais também aqui houve a promessa de um médico de família para cada português e hoje existem mais de um milhão e setecentos mil portugueses sem médico de família. Para além de que muitas das soluções adotadas nesta área foram ineficazes.

O número de jovens emigrantes está em crescendo, em 2023 atingiu o seu máximo, o que mostra que não existem políticas públicas para responder aos problemas dos jovens, quer no mercado de emprego, quer em salários e condições de vida, quer na habitação. A solução é a saída do país.

As políticas económicas dos governos de António Costa centraram-se no aumento sucessivo da carga fiscal e na contenção salarial, só permitindo a valorização dos salários mais baixos. É verdadeiramente uma visão muito limitada. Como resultado destas políticas, que se alongaram por oito anos, o rendimento per capita dos portugueses foi sendo desvalorizado e ultrapassado pelo de outros países, colocando Portugal no grupo dos países da UE com os rendimentos per capita mais baixos.

O descontentamento e a contestação hoje, com disse, é geral (professores, polícias, agricultores, enfim…), porque se prometeu, se criaram expectativas. E no final deste ciclo não se vive melhor.

Por isso é importante uma mudança. O país atingiu uma situação de cansaço de políticas que levam a dependências sociais, de políticas que não tem resultados, de políticas demagógicas assentes em idealismos, em nada mais.

O país não está bem. Está mal. E não se podem ver resultados onde eles não existem.

E se alguém não consegue ver o estado do país é porque está em negação.

Até para a semana

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