As vítimas do general Inverno

Nota à la Minutaa
Quinta-feira, 18 Novembro 2021
As vítimas do general Inverno
  • Alberto Magalhães

 

 

No Inverno de 2017/2018, ainda o coronavírus não era, alegadamente, conhecido na China, morreram de gripe, em Portugal (cálculos do Instituto Ricardo Jorge), 3700 pessoas. Na sua maioria idosos. Uns vacinados outros, talvez a maior parte, não vacinados. Ninguém propôs o uso obrigatório de máscara.

No Inverno seguinte, 2018/2019, ainda sem pandemia à vista, morreram de gripe 3331 pessoas, na sua maioria idosas, apesar da maior parte dos infectados estar entre os 15 e os 44 anos. Ninguém entrou em pânico, as famílias reuniram-se para celebrar o Natal e os mais novos não foram acusados de matar os avós.

Se, ouvinte, ainda tem dúvidas de que a vacinação é o factor mais importante para evitar os casos graves e as mortes por Covid-19, atente nestes números: a Bulgária com menos de 25% da população vacinada, apresenta, em média, nos 7 dias anteriores, 25 mortes por milhão de habitantes, a Hungria, com 60% de vacinados, 10 mortos por milhão, enquanto a Islândia e Portugal com, respectivamente, 81 e 87% de vacinados, não chegam a ter um morto por milhão de habitantes.

Sabe-se também que a terceira dose aumenta bastante a protecção contra o vírus e que, sendo especialmente importante nos idosos e nos doentes crónicos, deve ser estendida aos profissionais de saúde, evidentemente, e depois ao resto da população, para fortalecer a imunidade da população portuguesa e controlar o maldito vírus.

Espalhar o pânico, insistir nos perigos que nos espreitam, é, ironia terrível, fazer o jogo dos que recusam vacinar-se e que então poderão dizer: “vacinar para quê, se elas não servem para mais nada, senão para engordar a indústria farmacêutica?”

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