Autoridade e dignidade

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 13 Fevereiro 2019
Autoridade e dignidade
  • José Policarpo

 

 

Vem isto a propósito da alegada falta de autoridade do Estado e, nalguns casos, mais do que menos, também a falta de dignidade. Os romanos há mais de dois milénios falavam na auctoritas et gravitas, para se referirem às qualidades para que se pudesse exercer o poder público de forma competente e insuspeita.

O Estado, esta entidade abstrata, que muitos verbalizam o nome, mas penso que poucos saberão o que significa. É constituído por um povo, por um território, e pelo poder politico. E foi constituído, se quiserem desenhado para dar resposta ao que individualmente ou em grupos pequenos, as pessoas não o conseguiam fazer.

Na verdade, ninguém está ver uma pessoa ou mesmo grupos de pessoas a organizarem a sua defesa através de um exército. Desde logo com que dinheiro pagariam as despesas com salários e armamentos respetivos. Não é necessário ser muito esperto para que se conclua que é uma impossibilidade. Por isso, o Estado foi a melhor resposta que os povos num determinado território encontraram para enfrentar as adversidades colocadas pelos demais povos.

Passaram alguns séculos sobre a criação dos Estados e o que percecionamos atualmente é que os líderes, no caso, os europeus na sua maioria não preenchem os requisitos da autoridade e da dignidade. Querem exemplos? Os que conduziram o Reino Unido ao brexit. O desentendimento entre o Chede Estado francês e os líderes que compõem a solução de governativa italiana. E, os exemplos, não ficam por estes dois.

No caso português não afirmo, pergunto: O caso de Tancos, os incêndios de Pedrogão e de Mação, o desmoronamento da estrada municipal de Borba, e, por último, para não invocar mais, o tratamento que se tem dado à greve dos enfermeiros, em todos houve autoridade e dignidade demonstradas pelos representantes do Estado? É que se não houve a responsabilidade é do povo, só do povo.

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