Aviões a mais ou SEF a menos?

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 13 Junho 2022
Aviões a mais ou SEF a menos?
  • Alberto Magalhães

 

 

Imaginemos o que pensará uma família norte-americana ou, por que não, japonesa, que chegue a Portugal, ao aeroporto de Lisboa, e, antes de passar a fronteira, tenha de aguentar, de pé, uma fila de 5 horas, sem água sequer. Agora ouçamos Acácio Pereira, presidente do sindicato do SEF (serviço de estrangeiros e fronteiras) argumentar que se há falhas, estas não podem ser atribuídas ao SEF, mas ao aeroporto. Porque, “só no domingo de manhã chegaram 66 voos. Faça as contas a 200 pessoas por voo. Não há milagres”, refere ao Expresso, “reclamando que o fluxo do aeroporto de Lisboa, com ‘voos sobrepostos’, não é comportável”.

Sim, compreendeu bem, o problema, na opinião do sindicalista, não é a existência de três ou quatro balcões do SEF para despachar milhares de passageiros. O verdadeiro problema é haver tanto avião a aterrar na Portela. Desenganem-se os que querem um aeroporto maior para receber ainda mais voos por hora. Se, nessa altura, as filas forem intermináveis e durarem horas infindas, há que dizê-lo com frontalidade, a culpa será do aeroporto, por admitir demasiados aviões para serem fiscalizados pelos três ou quatro balcões do SEF.

A ANA – Aeroportos de Portugal, entretanto, afirma que a demora se prende com a “insuficiência de recursos e postos de controlo de fronteira SEF em funcionamento”. Mas o sindicalista insiste que tal é “improvável”, numa defesa da honra do SEF e do ministério da Administração Interna, sempre de louvar.

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