Boris Johnson não é amigo de fiar

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 04 Junho 2021
Boris Johnson não é amigo de fiar
  • Alberto Magalhães

 

 

 

O primeiro-ministro britânico, casou, no sábado passado, pela terceira vez. Casamento católico, na Catedral de Westminster. Como é possível? É simples, as duas primeiras noivas não eram católicas, não sendo os respectivos enlaces reconhecidos pela Igreja Católica. Depois, há que dizê-lo com frontalidade, o casal já tem um filho de um ano de idade. Tudo isto mostra que, mesmo em matérias do sagrado, Boris Johnson tem um jeito muito seu de adaptar as regras à sua conveniência pessoal.

Por coincidência, a boda secreta realizou-se horas antes da final da Champions. Há mesmo quem já tenha congeminado uma teoria da conspiração, ligando a diferença de 24 anos entre as 33 primaveras de Carrie e os 57 outonos de Boris, a história do Futre e suas amigas, quando ele fica sem motor de arranque, num anúncio bem macho (mas que as nossas feministas radicais nunca tentaram cancelar, vá-se lá saber porquê), e o real cancelamento de Portugal na lista verde dos destinos turísticos permitidos aos súbditos de Sua Majestade.

Por meu lado, sou bastante céptico em relação a estas e outras teorias da conspiração, como, por exemplo, a de que Boris não quer ver os ingleses, este ano, a gastar dinheiro fora do Reino Unido, para não agravar os efeitos da pandemia que somam aos do Brexit.

Para mim, é tudo mais simples: as imagens, em directo ou em diferido, dos seus concidadãos na cidade do Porto, além de o convencerem de que, em Portugal, não há controlo, não lhe deixaram outra saída senão mostrar que não compactua com tais relaxações. Resta-nos a esperança de que os prejuízos das suas companhias aéreas e agências de viagens e a irritação dos britânicos a quem assim nega férias solarengas, pelo segundo ano consecutivo, o façam mudar de ideias.

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