Caça ao Guebuzinho

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 21 Outubro 2019
Caça ao Guebuzinho
  • Alberto Magalhães

 

 

No 1º governo de Moçambique independente, Armando Guebuza, ministro do Interior, emitiu a ordem de despejo para os portugueses, que ficou conhecida como “24-20”: 24h para abandonar o país, levando, quando muito, 20 Kg de bagagem. A partir de 1990, viveu luxuosamente em Roma, em negociações com a Renamo – que, dizem as más-línguas, ia arrastando para não perder as avantajadas ajudas-de-custo, ganhas em representação do país mais pobre do mundo – até à assinatura da paz, em Dezembro de 1992.

Após a privatização de muitas empresas estatais, levadas a cabo por Joaquim Chissano, Guebuza tornou-se um empresário de sucesso, porque, a acreditar na Wikipédia, “herdou” muitas das empresas estatais, sobretudo nas áreas da construção, das pescas e da exportação. Tornou-se, em 2005, o 3º presidente da república de Moçambique e cumpriu dois mandatos, durante os quais, sabe-se agora, gente da sua confiança surripiou ao estado uns meros dois mil milhões de euros.

A filha de Guebuza, Valentina, segundo a Forbes, era, uma das mulheres mais ricas e poderosas de África, mas foi assassinada a tiro pelo marido, em 2016. O filho Ndambi é um dos 20 arguidos do caso “dívidas ocultas” e um antigo banqueiro do Credit Suisse, Andrew Pearse, confessou agora, a um tribunal americano, que o rapaz lhe pediu 11 milhões de euros, só para comprar uma casinha no Sul de França, embora o seu colega Jean Boustani já lhe tivesse dado 50 milhões.

Armando Guebuza, em 1 de Julho de 2014, foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique pelo nosso, então Presidente, Aníbal Cavaco Silva.

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