Candidatos a PM

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 23 Fevereiro 2024
Candidatos a PM
  • Rui Mendes

As campanhas eleitorais também servem para mostrar e relembrar quem são os candidatos, ainda que na próxima eleição os focos estejam especialmente direcionados para dois, aqueles que representam forças políticas que têm hipóteses de chegar ao cargo de primeiro-ministro.

No caso do líder da AD está livre, apresentando-se com um passado de líder parlamentar e atual líder partidário, o que lhe dará maior crédito porque não tem decisões polémicas no seu currículo.

No caso do candidato socialista o seu passado, o mais recente, deixará vários receios.

Desde logo porque se demitiu de ministro, num governo de maioria socialista, porque foi pressionado a fazê-lo, após a polémica da atribuição da indemnização a uma administradora da TAP, processo que foi do seu conhecimento, pelo que o terá validado. É evidente que tem responsabilidades no processo. Se não discordou da indemnização, é porque concordou.

A TAP trouxe também um outro problema para PNS que se prende com a ajuda do Estado à empresa, um valor de 3,2 mil milhões de euros que, apesar de terem sido atribuídos como um empréstimo, está visto que não serão reembolsados, ou seja, serão suportados pelos contribuintes. Este custo ficará sempre associado ao ex-ministro da Infraestruturas.

Para mais, após a decisão de financiar a empresa o Governo teria intenção de privatizar novamente a TAP. Uma decisão que só mostra que a nacionalização da empresa foi irrefletida.

Também foi o atual secretário-geral socialista que, no desempenho de funções governativas, enquanto ministro, decidiu unilateralmente a localização do novo aeroporto, tendo, em consequência, criado uma crise política. Evidentemente que aquele ato não deu em nada. Mostrou a face de PNS na forma ligeira como trata problemas sérios.

Para mais nem mostra poder de decisão, uma vez que tutelava uma área governativa que estava sem controlo, a habitação, e foi uma área completamente posta de lado.

Mas se recuarmos, também nos iremos lembrar das palavras sérias como este candidato entendeu tratar os nossos aliados, que nos financiaram num momento particularmente difícil, ameaçando não pagar a dívida. Aquelas palavras mostram a forma ligeira como se falam de problemas delicados. Mostram irresponsabilidade.

Um governante enquanto decisor de topo terá não apenas de decidir de forma ponderada, como deve também ter especial cuidado com o que diz. Uma vez dito está dito.

Nesta fase de pré-campanha já assistimos a prometerem aquilo que tiveram oportunidade de fazer ao longo de vários anos e…não fizeram.

A escolha caberá aos portugueses decidir no próximo dia 10 de março.

Até para a semana

Rui Mendes

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