Canis e gatis a abarrotar

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 25 Março 2019
Canis e gatis a abarrotar
  • Alberto Magalhães

 

 

Há seis meses, no dia 1º de outubro, entrou em vigor a proibição de eutanasiar cães e gatos saudáveis, aprovada por unanimidade na Assembleia da República. Dez dias antes, já eu aqui dizia que, a não ser que houvesse um milagre e os portugueses, súbita e disciplinadamente, deixassem de abandonar cães e gatos na via pública, seria de prever “uma inflação de gatos deambulando e miando sem destino e um perigoso multiplicar de matilhas de cães esfomeados, não vacinados, pondo em risco a segurança das pessoas e a saúde pública”.

Seis meses depois, a Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios vem confirmar a previsão. Os canis e gatis já estão cheios a abarrotar e, em breve, a situação será calamitosa. Dizem, os defensores da Lei, que a culpa é das autarquias, que não se terão empenhado na esterilização dos animais capturados, nem sequer dos que são dados para adopção. Não sei se têm alguma razão. Mas não deveriam ter sido criadas, pelos senhores deputados, melhores condições de combate ao abandono de animais?

A Lei prevê campanhas de sensibilização contra o abandono e campanhas de esterilização e de adopção de animais errantes. Como quase sempre neste país, falha, é a minha hipótese, a fiscalização apertada e o castigo severo para os prevaricadores.

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