Censos 2021

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 09 Abril 2021
Censos 2021
  • Rui Mendes

 

 

Esta semana o Instituto Nacional de Estatística (INE) deu início ao XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação, designados por Censos 2021.

Trata-se da maior operação estatística, que se realiza a cada 10 anos, e que tem por objetivo conhecer a população do país, quer no que respeita às suas condições sociais, económicas, culturais e religiosas, quer no que se refere ao parque habitacional.

Portugal realizou o primeiro censo da população, suportado por orientações internacionais, em 1864 e desde essa data têm sido realizados com regularidade, quase sempre por década.

Naturalmente que as variáveis a estudar vão sofrendo algumas alterações de censos para censos, próprias das dinâmicas das sociedades.

Ainda que os censos não sejam a única forma de conhecer as alterações demográficas dos territórios, o recenseamento geral da população constitui o elemento mais fiável e completo para conhecer as características da população do país. É a melhor fotografia que nos é oferecida.

Está previsto que os primeiros resultados preliminares venham a ser conhecidos até 4 meses após o momento censitário, os resultados provisórios nos 10 meses após o momento censitário, e toda a informação censitária nos 18 meses seguintes ao momento censitário.

Toda a informação que os Censos 2021 nos irão transmitir será relevante.

Contudo, será particularmente importante para que se conheça a atratividade demográfica dos diferentes territórios.

Não nos esqueçamos que nos últimos censos o Alentejo viu a sua população decrescer em 42 dos 47 concelhos que integram a região.

Como não nos esquecemos da perda populacional que a região vem registando nas últimas décadas e, particularmente, a que se registou entre 2001 e 2011.

Uma região que não consegue atrair novos habitantes, que não consegue fixar a sua população mais jovem, que seria a grande promotora do crescimento económico da região. Uma região que tem uma crescente perda de população, e uma população cada vez mais envelhecida, é uma região que está com o seu futuro ameaçado.

As políticas públicas adotadas nas últimas décadas não têm conseguido inverter, nem sequer estancar o drama demográfico da região.

O que quer dizer que o caminho seguido não tem sido o mais indicado.

Os Censos 2021 irão atualizar toda uma informação demográfica de extraordinária importância, saibam os poderes públicos ter a sua sensata leitura.

Até para a semana

 

Rui Mendes

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