Ciberguerrilha

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 09 Fevereiro 2022
Ciberguerrilha
  • Alberto Magalhães

Bombeiros, INEM, bancos e caixas multibanco, serviços de saúde, empresas e, claro, quatro milhões de telemóveis, foram neutralizados por um golpe informático de pirataria ou terrorismo – o nome ainda não está consolidado – e há mesmo quem o considere um pronúncio de futura “guerra híbrida”. Por mim, chamar-lhe-ia ciberguerrilha, dada a invisibilidade dos atacantes e a sua intenção de ir, pouco a pouco, desgastando a moral e a economia dos oponentes, sem correr o risco de um confronto militar em campo aberto.

Diz a Vodafone, vítima primária do violento ataque, que os terroristas não pediram resgate (ao contrário do que aconteceu, semanas atrás, com o Expresso) e há quem veja no golpe a mãozinha da Rússia, cuja fama muito deve à eleição de Donald Trump.

Eu, até termos provas insofismáveis da autoria, proponho que desconfiemos dos russos, sim senhor, mas também mantenhamos os chineses debaixo de olho e não deixemos de vigiar o Daesh e outros salafitas, a Coreia do Norte e, por precaução, o próprio Donald Trump. Em resumo, todos os principais inimigos da NATO e, genericamente, das democracias liberais, da sua prosperidade e do seu decadente modo de vida.

Enquanto a guerrilha avança, nós vamo-nos entretendo com temas tão importantes e radicais como a eleição de um deputado do Chega para vice-presidente da AR.

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