Conjuntural ou estrutural?

Quarta-feira, 17 Novembro 2021
Conjuntural ou estrutural?

 

Vivemos tempos confusos por serem de futuro incerto e não só em razão da pandemia que nos assola há quase dois anos. A crise energética e climática poderá trazer-nos realidades idênticas às vivenciadas nos dois primeiros quarteis do século XX, que redundaram em duas guerras à escala mundial.

Uns dirão que esta possibilidade não passa de um cenário catastrofista, os otimistas e os menos atentos, os outros, porventura com laivos de pessimismo, alicerçam os seus cenários com o recurso à história. O certo é que, a história, repete-se e não raras vezes para o mal da humanidade.

No que toca às coisas da vida doméstica, a política e o futebol nacionais sempre andaram irmanados. Uns dias somos os melhores do mundo para outros passarmos a ser os piores. Lembram-se certamente dos sucessos alcançados na vacinação contra a covid 19, como, também, na conquista do campeonato da europa em 2016. O serviço nacional de saúde era um serviço quase imaculado e de campeões europeus passávamos a campeões mundo. Só que a realidade é o que é: nem uma coisa nem a outra.

Na verdade, não somos dos melhores em praticamente nada, à exceção do futebol de praia e salão e no hóquei em patins, como também não somos os piores. Somos efetivamente medianos e com muitos problemas estruturais. Se temos um ensino sofrível, claro que há exceções, dificilmente, poderemos almejar ter a generalidade dos cidadãos aptos para competir com os cidadãos dos países mais desenvolvidos.

Por isso, não podemos querer atingir novos resultados com os mesmos comportamentos. A título de exemplos, e porque são os mais recentes, há um problema nas forças armadas ainda que no âmbito de uma participação internacional e os chefes do Estado e do Governo não sabiam de nada porque nada lhes fora informado. Eu pergunto: é aceitável à luz do regime democrático que se possa admitir uma coisa destas, quanto mais ter ocorrida? O não apuramento direto da seleção portuguesa de futebol para o mundial do catar deve-se ou não ao facto de, sistematicamente, falar-se de empates para atingir o sucesso. Essa fórmula resultou uma vez, mas está provado, mais do que provado, que não funciona em regra.

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