Costa parece ter percebido

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 17 Fevereiro 2021
Costa parece ter percebido
  • Alberto Magalhães

 

 

Aparentemente, o primeiro-ministro António Costa percebeu que tinha de mudar a sua abordagem no ataque à pandemia. Foi preciso o dramático aperto de Janeiro, foi preciso chegarmos aos piores números do mundo para que percebesse. Claro que, quando falamos dos piores números do mundo, falamos do mundo que tem números minimamente fiáveis.

É preciso dizer também que alguns especialistas mais colaborantes, ou simplesmente impantes, alguma comunicação social mais condescendente, ou em situação premente, podem ter criado, durante meses, na cabeça do primeiro-ministro, a ilusão de que, em comparação com o mundo, tudo por cá ia razoavelmente bem. Finalmente, parece que António Costa resolveu perceber coisas básicas, que passo a enunciar:

1º – que o lema “testar, testar, testar” não se compadece com as poupanças e restrições defendidas pela DGS; 2º – que, além disso, também é vital “rastrear, rastrear, rastrear” (mas ainda tem de compreender que cerca de 1200 pessoas não chegam para essa tarefa e tem de arranjar mais 4000); 3º – que era muito má ideia manter as fronteiras escancaradas; 4º – que era preciso compensar os pais em teletrabalho que faltem para tomar conta dos filhos. Agora, talvez ainda falte a António Costa perceber coisas tão simples como, por exemplo:

1º – que é simplesmente idiota a proibição de vender garrafas de água numa estação de serviço ou num drive in; 2º – que também é descabido venderem-se livros em quase todo o lado, excepto nas livrarias que só vendem livros.

Dito isto, tenho esperança de que, rapidamente, Costa perceba que as creches e jardins de infância primeiro, a escola primária e o 2º ciclo depois, têm de abrir o mais depressa que ser possa.

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